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Condição

TDAH

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Dificuldade de concentração, impulsividade e inquietação podem ter uma causa neurobiológica. Entenda o TDAH e saiba como buscar o diagnóstico correto.

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Diagnóstico precoce faz toda a diferença

Sinais e sintomas

Você ou alguém próximo apresenta algum desses sinais?

  • Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou conversas
  • Inquietação constante, dificuldade em ficar parado
  • Impulsividade — age antes de pensar nas consequências
  • Dificuldade em seguir instruções e completar tarefas
  • Esquecimentos frequentes no dia a dia
  • Procrastinação crônica e dificuldade de organização
  • Dificuldade em manter rotinas e cumprir prazos
  • Fadiga mental e sensação de esgotamento constante

O que é TDAH?

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma condição neurobiológica que afeta a capacidade de manter a atenção, controlar impulsos e regular o nível de atividade. Não é preguiça, falta de vontade ou má educação — é uma diferença no funcionamento do cérebro, especialmente nas áreas responsáveis pelas funções executivas.

Estima-se que o TDAH afete entre 5% e 8% das crianças em idade escolar e persista em aproximadamente 60% dos casos na vida adulta. Muitos adultos convivem com o transtorno sem saber, atribuindo suas dificuldades a traços de personalidade.

O diagnóstico correto é fundamental para que a pessoa receba o tratamento adequado — que pode incluir medicação, terapia e estratégias de organização — e finalmente entenda por que certas tarefas sempre pareceram mais difíceis.

Como é feito o diagnóstico

1

Consulta com psiquiatra ou neuropediatra

Avaliação clínica inicial com histórico de desenvolvimento, queixas atuais e observação comportamental.

2

Avaliação neuropsicológica

Testes padronizados de atenção, memória, funções executivas e controle inibitório para mapear o perfil cognitivo.

3

Escalas comportamentais

Aplicação de questionários como SNAP-IV e Conners em múltiplos contextos (casa, escola, trabalho).

4

Devolutiva e plano terapêutico

Sessão para explicar o diagnóstico, entregar o laudo e definir o plano de tratamento personalizado.

Tratamentos recomendados

Medicação estimulante

Farmacológico

Metilfenidato e lisdexanfetamina são os tratamentos de primeira linha, melhorando atenção e controle de impulsos.

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Terapia

Desenvolve estratégias de organização, planejamento e regulação emocional adaptadas ao TDAH.

Coaching para TDAH

Apoio

Acompanhamento focado em metas práticas, rotinas, produtividade e hábitos do dia a dia.

Neurofeedback

Complementar

Treinamento cerebral que auxilia na regulação da atenção através de biofeedback em tempo real.

Valores e cobertura

Valor particular

R$ 1.500 - R$ 4.000

Valores de referência, podem variar por profissional e região

Perguntas frequentes

O que é TDAH?

O TDAH é um transtorno neurobiológico que afeta a atenção, o controle de impulsos e a regulação da atividade. Não é falta de inteligência nem de esforço — é uma condição médica com base genética e neurológica que pode ser tratada.

Como é feito o diagnóstico de TDAH?

O diagnóstico é clínico, feito por psiquiatra ou neuropediatra, com apoio de avaliação neuropsicológica e escalas comportamentais. Não existe exame de sangue ou imagem que detecte o TDAH.

TDAH tem cura?

Não tem cura, mas tem tratamento eficaz. Com medicação adequada e terapia, a maioria das pessoas consegue gerenciar bem os sintomas e ter uma vida produtiva e satisfatória.

Adulto pode ter TDAH?

Sim. Estima-se que 60% das crianças com TDAH continuam apresentando sintomas na vida adulta. Muitos adultos são diagnosticados tardiamente após anos de dificuldades no trabalho e nos relacionamentos.

Qual a diferença entre TDAH e preguiça?

A preguiça é uma escolha; o TDAH é uma condição neurológica. A pessoa com TDAH quer fazer, mas o cérebro não colabora — há uma disfunção na regulação da dopamina que dificulta iniciar e manter tarefas.

O tratamento com medicação é seguro?

Sim, quando prescrito e acompanhado por médico especialista. O metilfenidato e a lisdexanfetamina são medicações amplamente estudadas, com décadas de uso e perfil de segurança bem estabelecido.