Avaliação Pré-Operatória
O que realmente é necessário antes de uma cirurgia: quais exames, por que menos é mais e quais medicamentos suspender.
O que e Avaliação Pré-Operatória?
A avaliação pré-operatória estima e reduz o risco de complicações de uma cirurgia. Seu núcleo não são os exames: é a consulta — história clínica, capacidade funcional, comorbidades, medicamentos em uso, experiências anestésicas anteriores e exame físico com avaliação de via aérea.
Uma mudança importante dos últimos anos: as diretrizes recomendam não solicitar bateria de exames de rotina em pacientes saudáveis submetidos a cirurgias de baixo risco. Exames pedidos sem indicação geram achados irrelevantes, novas investigações, adiamentos e custo, sem reduzir complicações. O que define a solicitação é o porte da cirurgia somado ao perfil clínico do paciente.
Além da estimativa de risco, a avaliação define o manejo de medicamentos (anticoagulantes, antiagregantes, anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, anti-inflamatórios), a necessidade de otimização clínica antes do procedimento, o plano anestésico e as orientações de jejum — que hoje são mais curtas do que a tradição sugere.
Como e feita?
- Consulta clínica e anestésica: Revisão de comorbidades, capacidade funcional em METs, alergias, histórico anestésico pessoal e familiar, tabagismo e uso de substâncias; exame físico com avaliação de via aérea.
- Estratificação de risco: Aplicação de índices de risco cardiovascular e classificação ASA, combinando o porte da cirurgia com o perfil do paciente.
- Exames dirigidos: Solicitados conforme indicação — hemograma, coagulograma, função renal, glicemia, eletrocardiograma, radiografia de tórax e avaliação cardiológica específica quando justificados.
- Plano e orientações: Manejo dos medicamentos, otimização de condições clínicas, jejum, orientação sobre a anestesia e liberação (ou adiamento) para o procedimento.
Como se preparar?
- Leve a lista completa de medicamentos, suplementos e fitoterápicos, com doses e horários — inclusive os que você considera irrelevantes.
- Leve exames e relatórios de doenças crônicas, cirurgias e internações anteriores, além de resultados de cateterismo, ecocardiograma ou polissonografia, se houver.
- Informe complicações anestésicas prévias, suas ou de familiares (hipertermia maligna é hereditária), e alergias a medicamentos e látex.
- Pare de fumar o quanto antes: 6 a 8 semanas de cessação reduzem significativamente complicações respiratórias e de cicatrização.
- Não suspenda anticoagulante, antiagregante ou qualquer medicação por conta própria — a suspensão errada pode ser mais perigosa que a cirurgia.
- Siga exatamente as orientações de jejum recebidas: as recomendações atuais permitem líquidos claros até 2 horas antes na maioria dos casos, e jejum excessivo piora o pós-operatório.
Valores e cobertura
Valor particular
R$ 0 - R$ 1.500
Valores de referência, podem variar por profissional e região
Profissionais em sua região
Suzana Regis Araujo
clinicos-gerais
Canguaretama0.0(0)John Heyder Oliveira de Medeiros Galvao
cirurgioes-gerais
Macau0.0(0)Valdetario Ferreira Rocha
clinicos-gerais
Natal0.0(0)Eliana Rocha Barbosa
clinicos-gerais
Natal0.0(0)Giovanna Mainardi Navas
cirurgioes-gerais
Niteroi0.0(0)Rafaela Cristina Santo Rocha
clinicos-gerais
Rio de Janeiro0.0(0)
Perguntas frequentes
Quais exames são obrigatórios antes de uma cirurgia?
Não há lista obrigatória universal. Em pacientes saudáveis submetidos a cirurgias de baixo risco, as diretrizes recomendam não solicitar exames de rotina. A indicação nasce da combinação entre o porte do procedimento e o perfil clínico: idade, comorbidades e medicamentos em uso.
Por quanto tempo os exames valem?
Em geral até 6 meses para pacientes estáveis, e até 12 meses para alguns exames em pessoas saudáveis sem mudança clínica. Pacientes com doenças descompensadas ou alteração recente do quadro precisam de exames mais próximos da data. Quem define o prazo é o serviço e o anestesiologista.
Preciso suspender meus remédios?
Alguns sim, outros devem ser mantidos — e essa decisão é individual. Anti-hipertensivos costumam ser mantidos (com exceções), anticoagulantes e antiagregantes exigem planejamento específico conforme o risco trombótico e o de sangramento, e hipoglicemiantes seguem esquema próprio. Nunca suspenda nada por conta própria.
Quantas horas de jejum são necessárias?
As recomendações atuais são mais curtas que a prática antiga: cerca de 6 a 8 horas para sólidos e até 2 horas para líquidos claros, na maioria dos adultos sem fatores de risco. Jejum prolongado desnecessário aumenta desconforto, desidratação e resistência à insulina no pós-operatório. Siga o que o seu serviço orientar.
A cirurgia pode ser adiada depois da avaliação?
Pode, e é justamente uma das funções da avaliação: identificar condições que aumentam muito o risco — infecção ativa, angina instável, hipertensão descontrolada, diabetes muito descompensado, anemia importante — e otimizá-las antes. Adiamento nesse contexto é medida de segurança, não burocracia.