Colecistectomia Videolaparoscópica
Retirada da vesícula por videolaparoscopia: quando operar, como é a recuperação e o que muda na alimentação depois.
O que e Colecistectomia Videolaparoscópica?
A colecistectomia videolaparoscópica remove a vesícula biliar por meio de três a quatro pequenas incisões no abdome, com câmera e instrumentos finos. É o padrão-ouro mundial para doença da vesícula e uma das cirurgias mais realizadas no Brasil.
A indicação mais comum é a colelitíase sintomática — cálculos que causam cólica biliar, dor em cólica no quadrante superior direito, tipicamente após refeição gordurosa, irradiando para as costas. Também é indicada em colecistite aguda, pancreatite biliar, coledocolitíase associada e pólipos de vesícula acima de 1 cm.
Cálculos descobertos por acaso, sem qualquer sintoma, em geral não são indicação de cirurgia — a conduta costuma ser observação, com exceções como vesícula em porcelana, pólipos grandes e alguns casos selecionados. Viver sem vesícula é perfeitamente possível: a bile passa a fluir direto do fígado para o intestino.
Como e feita?
- Anestesia geral: A cirurgia é feita sob anestesia geral, com intubação.
- Pneumoperitônio e portais: O abdome é insuflado com CO₂ para criar espaço de trabalho e são feitas 3 ou 4 incisões de 0,5 a 1 cm para a câmera e os instrumentos.
- Retirada: O cirurgião identifica e liga a artéria e o ducto cístico, libera a vesícula do leito hepático e a remove por um dos portais. Quando há suspeita de cálculo na via biliar, faz-se colangiografia no mesmo ato.
- Recuperação: Alta no mesmo dia ou em 24 horas na maioria dos casos. Dor no ombro por 1 a 2 dias é comum — é o CO₂ residual irritando o diafragma. Retorno às atividades leves em cerca de 1 semana e a esforço pleno em 3 a 4 semanas.
Como se preparar?
- Jejum de 8 horas para sólidos e conforme a orientação do anestesista para líquidos claros.
- Informe uso de anticoagulantes, antiagregantes e anti-inflamatórios: a suspensão é programada pelo cirurgião.
- Leve o ultrassom de abdome, os exames laboratoriais e a avaliação pré-anestésica.
- Pare de fumar o quanto antes — o tabagismo aumenta complicações respiratórias e atrapalha a cicatrização.
- Organize acompanhante para a alta e apoio em casa nas primeiras 48 horas.
- Deixe roupas folgadas de cintura alta e travesseiro para apoiar o abdome ao tossir — ajuda bastante nos primeiros dias.
Valores e cobertura
Valor particular
R$ 6.000 - R$ 25.000
Valores de referência, podem variar por profissional e região
Profissionais em sua região
Jose de Brito Filho
cirurgioes-gerais
Palmas0.0(0)Joselito Monteiro Carvalho
cirurgioes-gerais
Aracaju0.0(0)Fernanda Oliveira Ferreira
cirurgioes-gerais
Aracaju0.0(0)Ana Carolina Ribeiro Lisboa
cirurgioes-gerais
Aracaju0.0(0)Rodrigo Bicudo Krempel Santana
cirurgioes-gerais
Aracaju0.0(0)Antonio Jose de Carvalho Rodrigues
cirurgioes-gerais
Aracaju0.0(0)
Perguntas frequentes
Dá para viver sem vesícula?
Dá, sem prejuízo relevante. A vesícula apenas armazena e concentra a bile; sem ela, o fígado continua produzindo bile, que passa a fluir continuamente para o intestino. A maioria das pessoas volta à alimentação normal após algumas semanas de adaptação.
Preciso operar se tenho cálculo sem sintoma?
Em geral, não. Cálculos assintomáticos descobertos por acaso costumam ser apenas acompanhados, porque boa parte nunca dará sintoma. A cirurgia entra quando aparecem cólicas ou complicações, e em situações específicas como vesícula em porcelana, pólipos acima de 1 cm e alguns pacientes de risco.
Quanto tempo de recuperação?
Atividades leves e trabalho de escritório em geral em 7 a 10 dias; esforço físico, academia e levantamento de peso após 3 a 4 semanas, com liberação do cirurgião. A dor referida no ombro, causada pelo CO₂, some em 1 a 2 dias.
Vou precisar de dieta para sempre?
Não. Nas primeiras semanas recomenda-se reduzir gorduras e frituras, retomando os alimentos de forma progressiva. A maioria volta à dieta habitual. Uma parcela menor mantém intolerância a refeições muito gordurosas ou apresenta diarreia pós-colecistectomia, geralmente manejável com ajuste alimentar e medicação.
Existe risco de converter para cirurgia aberta?
Existe, em uma pequena porcentagem dos casos — inflamação intensa, aderências de cirurgias prévias, anatomia difícil ou sangramento. A conversão não é complicação, e sim uma decisão de segurança do cirurgião. O risco é maior em colecistite aguda operada tardiamente.