Doença de Alzheimer
Sinais que diferenciam Alzheimer do esquecimento normal, como é feito o diagnóstico e o que os tratamentos atuais oferecem.
O que e Doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, respondendo por cerca de 60% a 70% dos casos. Caracteriza-se pelo acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados de proteína tau, com perda progressiva de neurônios que começa em regiões ligadas à memória.
O sintoma inicial típico é a perda de memória recente — repetir perguntas, esquecer conversas do mesmo dia, perder-se em trajetos conhecidos — enquanto memórias antigas permanecem. Isso a distingue do esquecimento normal do envelhecimento, em que a pessoa demora a lembrar mas lembra, e mantém plena autonomia.
O diagnóstico é clínico, apoiado por avaliação neuropsicológica, exames de imagem (ressonância) e laboratoriais que afastam causas reversíveis — hipotireoidismo, deficiência de B12, depressão, hidrocefalia de pressão normal, efeitos de medicamentos. Os tratamentos disponíveis (anticolinesterásicos como donepezila e rivastigmina, e memantina) não revertem a doença: eles atenuam sintomas e podem retardar a progressão funcional. O cuidado não farmacológico — estimulação cognitiva, atividade física, rotina estruturada, suporte ao cuidador — tem impacto igualmente relevante na qualidade de vida.
Como e feita?
- Avaliação inicial: História com o paciente e com um informante próximo (indispensável), testes de rastreio cognitivo, avaliação funcional das atividades diárias e exame neurológico.
- Investigação: Exames laboratoriais para causas reversíveis, neuroimagem estrutural e, em casos selecionados, avaliação neuropsicológica completa e biomarcadores.
- Plano de cuidado: Medicação quando indicada, programa de estimulação cognitiva, fisioterapia e terapia ocupacional, adaptação do ambiente e orientação nutricional.
- Seguimento: Consultas a cada 3 a 6 meses, com reavaliação cognitiva e funcional, manejo de sintomas comportamentais e — parte central — suporte permanente ao cuidador.
Como se preparar?
- Vá acompanhado de alguém que convive diariamente: a história do informante é o dado mais valioso da consulta.
- Anote exemplos concretos e datados do que mudou: episódios, situações, desde quando, se piorou de forma gradual ou abrupta.
- Leve a lista completa de medicamentos — benzodiazepínicos, anticolinérgicos e alguns anti-histamínicos prejudicam a cognição e são causa tratável de confusão.
- Leve exames recentes, especialmente TSH, vitamina B12, hemograma, função renal e hepática, sódio e cálcio.
- Traga exames de imagem anteriores do crânio, se houver.
- Comece cedo a organizar questões práticas: documentação, finanças, segurança em casa e direção. Adiar essa conversa costuma custar caro.
Valores e cobertura
Valor particular
R$ 0 - R$ 800
Valores de referência, podem variar por profissional e região
Profissionais em sua região
Rayane Rodrigues Chaveiro
neurologistas
Palmas0.0(0)Leonardo David Crema Miranda
neurologistas
Palmas0.0(0)Etiene Ribeiro de Almeida
geriatras
Palmas0.0(0)Karina Sartori Silva Rodrigues
geriatras
Palmas0.0(0)Graziela Schiavoni Scandelai Cintra
neurologistas
Palmas0.0(0)Murilo Justino de Almeida
neurologistas
Palmas0.0(0)
Perguntas frequentes
Como diferenciar Alzheimer do esquecimento normal?
No envelhecimento normal a pessoa demora a lembrar, mas lembra depois, e mantém autonomia. No Alzheimer o esquecimento é de fatos recentes e a informação não volta nem com pista; há repetição de perguntas, desorientação em lugares conhecidos, dificuldade com tarefas antes dominadas e prejuízo progressivo na vida prática.
Alzheimer tem cura?
Ainda não. Os medicamentos disponíveis atenuam sintomas e podem retardar a perda funcional, sem reverter a doença. Terapias antiamiloide mais recentes mostraram efeito modesto em fases iniciais, com critérios restritos e disponibilidade limitada no Brasil. Estimulação cognitiva, exercício, rotina e suporte ao cuidador seguem sendo pilares do cuidado.
Quais exames confirmam o diagnóstico?
Não há exame isolado que feche o diagnóstico na prática clínica corrente. Ele é clínico, apoiado por avaliação neuropsicológica, ressonância de crânio e exames laboratoriais que afastam causas reversíveis. Biomarcadores no líquor e PET amiloide existem, mas têm indicação restrita e acesso limitado.
É hereditário?
A grande maioria dos casos é esporádica, com contribuição genética parcial — o alelo APOE4 aumenta o risco sem determinar a doença. Formas autossômicas dominantes, de início precoce (antes dos 65 anos), são raras e respondem por uma fração pequena dos casos. Ter um parente com Alzheimer aumenta o risco, mas está longe de ser sentença.
Como cuidar de quem cuida?
O cuidador tem risco alto de depressão, ansiedade e esgotamento, e isso afeta diretamente a qualidade do cuidado. Rede de revezamento, grupos de apoio a familiares, acompanhamento psicológico e centros-dia fazem diferença concreta. Cuidar do cuidador não é acessório do tratamento: faz parte dele.