Doença de Parkinson
Os sintomas motores e não motores, por que o exercício é tratamento e como funciona a levodopa ao longo dos anos.
O que e Doença de Parkinson?
A doença de Parkinson resulta da degeneração progressiva dos neurônios produtores de dopamina na substância negra. O diagnóstico é clínico e se apoia na bradicinesia (lentidão) associada a pelo menos um entre tremor de repouso e rigidez, com resposta característica à levodopa.
Os sintomas motores são os mais conhecidos — tremor de repouso assimétrico, rigidez, lentidão, instabilidade postural, marcha arrastada, letra pequena, redução do balanço do braço. Mas os sintomas não motores muitas vezes antecedem em anos o quadro motor e pesam tanto quanto: perda de olfato, constipação, distúrbio comportamental do sono REM (falar e agitar-se sonhando), depressão, ansiedade e, em fases avançadas, comprometimento cognitivo.
O tratamento combina medicação — a levodopa é a mais eficaz, com agonistas dopaminérgicos e inibidores de MAO-B e COMT — com exercício físico regular, que hoje é entendido como parte do tratamento e não como adjuvante, e reabilitação multiprofissional. Em casos selecionados, a estimulação cerebral profunda (DBS) traz benefício expressivo.
Como e feita?
- Diagnóstico: Avaliação neurológica detalhada, aplicação de escalas, exclusão de parkinsonismos secundários (medicamentos, vascular) e, quando necessário, neuroimagem.
- Início do tratamento: Escolha da medicação conforme idade, gravidade e impacto funcional, com titulação gradual até a dose eficaz.
- Reabilitação: Fisioterapia com foco em marcha, equilíbrio e amplitude de movimento; fonoaudiologia para voz e deglutição; terapia ocupacional para autonomia nas atividades diárias. Exercício aeróbico e de resistência de forma contínua.
- Seguimento: Consultas a cada 3 a 6 meses. Com o passar dos anos, surgem flutuações motoras e discinesias, e o ajuste passa a envolver fracionamento das doses e novas associações; a DBS é avaliada em casos selecionados.
Como se preparar?
- Leve um vídeo curto mostrando o tremor, a marcha e a dificuldade em atividades cotidianas — ajuda muito quando o sintoma não aparece no consultório.
- Anote os horários das doses e como você se sente em cada momento do dia: períodos "on" e "off" orientam o ajuste da medicação.
- Leve a lista completa de medicamentos; neurolépticos, alguns antieméticos (metoclopramida) e antivertiginosos causam parkinsonismo medicamentoso.
- Relate os sintomas não motores — constipação, perda de olfato, sono agitado com sonhos vividos, humor, sonolência diurna, pressão baixa ao levantar.
- Tome a levodopa longe de refeições proteicas: a proteína compete com a absorção do medicamento e reduz seu efeito.
- Mantenha exercício regular e adapte a casa para prevenir quedas: tapetes, iluminação noturna e barras de apoio no banheiro.
Valores e cobertura
Valor particular
R$ 0 - R$ 800
Valores de referência, podem variar por profissional e região
Profissionais em sua região
Rayane Rodrigues Chaveiro
neurologistas
Palmas0.0(0)Leonardo David Crema Miranda
neurologistas
Palmas0.0(0)Etiene Ribeiro de Almeida
geriatras
Palmas0.0(0)Karina Sartori Silva Rodrigues
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Palmas0.0(0)Graziela Schiavoni Scandelai Cintra
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Palmas0.0(0)Murilo Justino de Almeida
neurologistas
Palmas0.0(0)
Perguntas frequentes
Tremor sempre significa Parkinson?
Não. O tremor essencial é mais comum e tem características diferentes: costuma ser bilateral, aparece com a ação (segurar um copo, escrever) e melhora em repouso — o oposto do tremor parkinsoniano, que é de repouso e assimétrico. Há também tremores por ansiedade, hipertireoidismo, cafeína e medicamentos.
Exercício ajuda mesmo?
Ajuda, e é considerado parte do tratamento. Atividade aeróbica regular e exercícios de amplitude, equilíbrio e resistência melhoram marcha, função motora e qualidade de vida, com indícios de efeito sobre a progressão. Modalidades como dança, boxe adaptado, hidroterapia e caminhada em ritmo vigoroso são frequentemente recomendadas.
A levodopa perde efeito com o tempo?
O que ocorre é a redução da janela de duração de cada dose, à medida que a doença progride: surgem flutuações, com períodos "off" antes da dose seguinte, e discinesias no pico. Isso é manejado com fracionamento, formulações de liberação prolongada e associações, não com a suspensão do medicamento.
Quando a cirurgia DBS é indicada?
Em pacientes com boa resposta à levodopa que desenvolveram flutuações motoras e discinesias de difícil controle, sem demência significativa e com condições clínicas para o procedimento. A estimulação cerebral profunda melhora sintomas motores e a qualidade de vida, mas não interrompe a progressão da doença.
O SUS oferece tratamento?
Sim. Há Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a doença de Parkinson, com fornecimento gratuito de medicamentos, acompanhamento neurológico e reabilitação multiprofissional nos serviços de referência. A cirurgia de DBS também é realizada em centros habilitados pelo SUS.