Restauração Dentária
Resina, amálgama ou cerâmica: como escolher o material da restauração, quanto dura cada um e quando o caso já pede coroa.
O que e Restauração Dentária?
A restauração dentária remove o tecido cariado ou fraturado e devolve forma, função e estética ao dente com um material restaurador. É o procedimento mais realizado na odontologia.
Os materiais têm perfis diferentes. A resina composta é a escolha padrão hoje: cor do dente, adesão à estrutura, preserva mais tecido sadio. O amálgama tem durabilidade comprovada e custo baixo, mas é metálico e vem sendo progressivamente substituído. Cerâmica e resina indireta (inlay, onlay) são feitas em laboratório para cavidades grandes, com resistência e estabilidade de cor superiores. O ionômero de vidro libera flúor e é útil em lesões cervicais e em odontopediatria.
Há um limite claro: quando a cavidade é muito extensa e resta pouca estrutura sadia, a restauração direta passa a fraturar com frequência, e a indicação correta é uma peça indireta — onlay ou coroa.
Como e feita?
- Diagnóstico: Exame clínico e radiografia interproximal definem a extensão da cárie e a proximidade com a polpa.
- Anestesia e isolamento: Anestesia local quando necessário e isolamento com lençol de borracha, que mantém o campo seco — condição obrigatória para a resina aderir bem.
- Remoção e preparo: O tecido cariado é removido com broca ou instrumentos manuais, preservando o máximo de estrutura sadia.
- Restauração: Na resina, aplicam-se ácido e adesivo e o material é inserido em camadas, cada uma fotopolimerizada. Depois vem o ajuste da mordida com papel carbono, o acabamento e o polimento — etapas que definem a longevidade da restauração.
Como se preparar?
- Não é preciso jejum. Alimente-se normalmente antes.
- Informe alergias, medicamentos em uso e sensibilidade dentária prévia.
- Se for usar anestesia, evite compromissos que exijam falar em público nas 2 a 4 horas seguintes.
- Combine antes o material e o custo: resina, amálgama e peça indireta têm preços e indicações diferentes.
- Evite alimentos muito pigmentados (café, vinho, açaí, molho de tomate) nas primeiras 48 horas após restaurações de resina em dentes anteriores.
- Se você range os dentes, comente: bruxismo muda o planejamento e costuma exigir placa de proteção.
Valores e cobertura
Valor particular
R$ 100 - R$ 1.500
Valores de referência, podem variar por profissional e região
Profissionais em sua região
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura uma restauração?
Restaurações de resina duram em média de 5 a 10 anos; amálgama pode passar de 10 a 15; peças indiretas de cerâmica costumam durar mais. A variação depende muito da higiene, da dieta, do tamanho da cavidade, do bruxismo e da qualidade da execução.
Resina ou amálgama, qual é melhor?
Para a maioria dos casos atuais, a resina: tem cor natural, adere ao dente e exige menos desgaste de estrutura sadia. O amálgama ainda tem vantagem em durabilidade e custo em cavidades grandes de dentes posteriores, sob alta carga mastigatória. A escolha considera tamanho, localização, estética e orçamento.
Por que meu dente ficou sensível depois?
Sensibilidade leve ao frio por alguns dias ou semanas é comum, especialmente em cavidades profundas próximas à polpa. Costuma regredir sozinha. Dor espontânea, latejante, que acorda à noite ou que piora progressivamente não é normal: pode indicar pulpite e exige retorno ao dentista.
Quando a restauração não resolve mais?
Quando sobra pouca estrutura sadia — em geral, quando a cavidade envolve várias faces e as paredes remanescentes ficam finas. Nesses casos a restauração direta fratura com facilidade, e a indicação passa a ser onlay ou coroa, que envolvem e protegem a estrutura remanescente.
O SUS faz restauração?
Sim. A odontologia da atenção básica oferece consulta, restaurações, extrações e outros procedimentos gratuitamente nas UBS. Os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) atendem procedimentos mais complexos, como endodontia e periodontia, por encaminhamento.